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sexta-feira, abril 08, 2011

Chamar os bois pelos nomes

O autor desta obra, se não é idiota, ignorante e cretino ao mesmo tempo, se tem dois palmos de testa, é criminoso e irresponsável. Mas quem foi a "cabeça iluminada" que teve a triste ideia de comparar o Futebol Clube do Porto aos invasores nazis em 1941?

[via Da Rússia] - José Milhazes

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segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Sobre o Dia dos Namorados (e sobre todos os outros também)

Nem todos os casais vivem de costas viradas ao longo do ano. Nem todos se esquecem de ir jantar fora frequentemente. Nem todos deixam de fazer uma surpresa aqui e ali quando lhes apetece. Nem todos abdicam de fazer algo especial e diferente sempre que se proporcione. Então porque não fazê-lo também neste dia? É piroso? Piroso é quem apenas o faz nestas datas, ou quem deixa de o fazer só para não parecer piroso. [via Guess So, Guess Not]

Sem fanatismos nem dramas mal resolvidos, a Ana escreveu sobre o Dia dos Namorados e sobre todos os outros dias do ano. Eu, gajo sensato, estou de acordo com ela.

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segunda-feira, novembro 08, 2010

Repetir os erros

No arranque do campeonato, o benfiquismo (as primeiras páginas de A Bola e do Record) fabricou um bode expiatório — Roberto. Castigando e humilhando Roberto salvava-se o Benfica: retire-se Roberto da baliza e temos a pureza virginal do Benfica, a que era apenas preciso acrescentar umas alas mais eficazes. Depois, Roberto defendeu um penalti e ganhou confiança — era o novo herói do Benfica, o vértice luminoso de um polígono de glórias destinado a subir pela tabela e atacar o título. A partir de agora, o benfiquismo (as primeiras páginas de A Bola e do Record) encontrou uma nova desculpa: Jesus, o homem que se limitou a desviar David Luiz para a faixa de Hulk, a fim de parar o tufão que no ano passado foi impedido de jogar. Humilhando Jesus, que no ano passado pôs o Benfica a jogar como não acontecia há vinte anos, salva-se o Benfica. É toda uma doutrina sobre danos colaterais.

E dizer, com clareza e simplicidade, que o FC Porto ganhou o jogo de ontem porque foi superior? Está quieto. Melhor é inventar um novo bode expiatório.

Concordo com o post que transcrevi, acrescento apenas que não são só os jornais que estão a fazer isso, infelizmente, e de forma bem mais preocupante, muitos adeptos do Benfica também o estão a fazer.

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quarta-feira, outubro 13, 2010

Seja empreendedor e um líder de sucesso!

3. mantenha nos seus colaboradores a sensação de que o despedimento compulsivo pode acontecer a qualquer momento. Este ponto requer um trabalho diário. Sujeite os seus colaboradores a esquizofrénicas alterações de humor, dê-lhe a entender que não é indispensável nem insubstituível na empresa. Se quer ser um verdadeiro e grandioso director de equipas não lhes dê a entender. Diga-o directamente.

Excerto de um excelente post da Lady oh my Dog!. Um dos melhores do ano na blogosfera.

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segunda-feira, junho 14, 2010

Teorias da conspiração

O excerto que apresento mais abaixo é provavelmente uma das melhores definições que eu já li acerca das teorias da conspiração, senão mesmo a melhor. A ler:

As teorias da conspiração interferem nos processos de mudança histórica com uma força muitas vezes idêntica à dos acontecimentos. Imputam uma intenção deliberada a algo que, no fundo, é mais provável que tenha sido acidental ou involuntário, nascendo e multiplicando-se a um ritmo e com uma profundidade que não param de aumentar e que são hoje particularmente estimulados pelo cinema, pela televisão e pela Internet. São múltiplos os factores que explicam o seu poder: o facto de serem teorias que se não apresentam como meras conjecturas, mostrando-se antes como enunciados de factos aparentemente indesmentíveis; inscreverem-se recorrentemente numa genealogia de casos semelhantes, numa linha de continuidade que parece dotá-los de um sentido meta-histórico; «fundarem-se» em testemunhos de figuras notáveis ou de «peritos», encontrando sempre alguém capaz de lhes conferir uma suposta autoridade académica; e denunciarem sempre conjuras de uma minoria ou «verdades inconvenientes», o que é meio caminho andado para se obter reconhecimento popular. Como produtos da imaginação colectiva, elas não são nocivas em si mesmo, mas podem conduzir a escolhas funestas ou servir de perigosa ilusão.  
[via A Terceira Noite]

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segunda-feira, janeiro 11, 2010

Mas há quem faça de conta que não percebe isto

Com o acordo, quase todos os professores chegam ao topo da carreira com o decurso do tempo, mesmo os que nunca passem do mediano e corriqueiro "bom" na avaliação, o que não tem paralelo em nenhuma outra carreira no sector público (muito menos no privado evidentemente). É como se todos os militares tivessem garantida a chegada a general, ou todos os funcionários públicos a subida a assessor principal. [via Causa Nossa]
Já dizia o outro... "o pior cego é o que não quer ver".

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terça-feira, junho 30, 2009

Esta noite sonhei com Mário Lino!

- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?

- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.

Miguel Sousa Tavares no seu melhor, aqui.

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sábado, abril 25, 2009

Teorias de poupança em prática

Março foi um mês diferente. Sentia-me cansada de estar fechada no jornal a escrever sobre a crise e decidi propor “um trabalho experimental sobre poupança”, disse ao editor. E assim foi. Durante 31 dias, cumpri à risca as principais regras recomendadas por associações de consumidores e especialistas em finanças pessoais. Eliminei gastos desnecessários, como a utilização diária do carro ou as frequentes idas a restaurantes. Comprei lâmpadas economizadoras, plantei salsa e orégão em casa, renegociei o seguro automóvel, converti-me ao SMS e até comecei a passar o dobro do tempo no supermercado a comparar preços.

Cheguei ao final da experiência com mais 257 euros na carteira, apesar de alguns embaraços, dores de aprendizagem e perdas de tempo. Agora, apesar de ser difícil pensar em novas economias, pretendo continuar a poupar a este ritmo. Metade do dinheiro que acumular ao final de um ano vai para o meu novo “Fundo para a Protecção da Mente” e o resto para gozar a vida, que bem preciso.

Podem ler o texto inteiro clicando aqui. Um trabalho de Raquel de Almeida Correia publicado no Suplemento Economia do Público.

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domingo, outubro 05, 2008

E os professores? (por Rodrigo Moita de Deus)

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segunda-feira, setembro 29, 2008

As Estrelas da Blogoesfera (por Pearl e Attitude)

Por aqui, por ali… altas, baixas, morenas, loiras, jovens, trintonas, de meia idade… por aqui como em qualquer lado encontra-se de tudo ao melhor dos "preços". Pensam as Estrelas. As conversas são fluidas e tudo começa num trocar de comentários, sejam eles pela sua parte intelectual bem como a ousadia depositada nas letras que empregam no momento. A situação geográfica de cada ESTRELA, atira-as para mundos diferentes. Uns falam de sexo, outros de moda, há quem fale da vida pessoal, os mais ‘experts’ no assunto conseguem até manter relações amorosas e saltitantes de blog para blog… emocionante até!!!!O que mais realça são os ‘tadinhos’ que por aqui habitam… os frágeis, sozinhos, abandonados, desapaixonados, típico patinho feio(mas bonito)!!! Falam de decepções e desilusões quando eles próprios usam a ilusão como arma de aproximação. De início são o TUDO não pedindo NADA em troca e no final revelam-se criaturas sem interesse. E afinal isto não era nada! Esta conclusão só é possível pela cumplicidade de alguns seres que nutrem uma união inquebrável ao esforço dos outros…

Decidimos tomar um café por estes dias. Levam-se as conversas registadas na memória, e acende-se um cigarro… Enquanto este queima, e o café arrefece lá se soltam as primeiras gargalhadas quando tiramos as máscaras de quem nos tem "prendido" a atenção. Curioso é saber-se que a ESTRELA afinal não é original… consegue engatar o msn das supostas vítimas, lá falam dois, três dias… Desfilam em Hollywood! De roupas caras, cabelos belos, palavras certas. Parece o Cabaret, já para não se falar em Moulin Rouge! As Estrelas brilham até ao dia deste café. Aqui debate-se assuntos nossos. ESTRELAS, trabalho, isto e aquilo e mais ESTRELAS! E quando damos por isso, ouve-se:

(Ahahahah- uma gargalhada alta e inconfundível ao estilo de Revista!)- Não posso!!! Ele disse-te isso?! Cabrão… anda a dizer-me o mesmo. Pior!!!! Numa noite antes. Ohhhh my god!!!!... (continua)

Este é um excerto de um dos melhores textos que eu já li na blogosfera (e também um dos melhores sobre a blogosfera). Caracteriza muito bem um certo segmento da mesma, ninguém o poderá negar. Casos de engates via blogs são aos pontapés, quase todos com o mesmo fim. Talvez um dia destes volte ao tema, mas para já fico-me por aqui pois prefiro que vão ler o resto do excelente texto escrito pela Pearl e pela Attitude. Para ler e reler.

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domingo, agosto 10, 2008

Violência doméstica

Porque logo na lua-de-mel, na Costa da Caparica, surgiram os primeiros bofetões. Mas Cristina acabara de perder os pais e estava bastante fragilizada. Deixou correr. Admite, no entanto, que "as chamas do inferno começaram aí e nem atenuaram durante a gravidez. Eu curvava-me toda, para ele não bater na barriga..."
...
Para os sogros de Cristina, as agressões eram encaradas com a maior normalidade do mundo. Recorda, como se fosse hoje, a ocasião de uma cena de pancadaria em que ele a arranhou em várias partes do corpo e a mãe, toda cerimoniosa, advertiu o filho: "Nunca a deves marcar, porque a partir daí as pessoas vão perguntar o que se passou". O filho parece ter apreendido a lição e desde aí tentou bater em sítios que não a marcassem visivelmente.

Excerto de uma reportagem do Jornal de Notícias.

Ler também: "Cheguei a dormir no galinheiro".

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terça-feira, julho 01, 2008

Real, muito real

E se nós, portistas, vivemos todos os «defesos» com o credo na boca, no terror de abrirmos o jornal de manhã e verificar que lá venderam mais uma das jóias da Coroa, a compensação que temos é a de seguir a época de aquisições do Benfica.

Nunca um pobre fez tão tristes figuras de novo-rico como o Benfica faz todos os anos. E este ano, apesar de Rui Costa ser de outra categoria e outros hábitos, aquele estilo grandiloquente já está de tal maneira entranhado nos procedimentos da casa, que tudo tem seguido o roteiro habitual:
— primeiro e em grandes parangonas, anuncia-se que o Benfica está interessado em algum grande jogador da categoria B (a categoria B é a dos que têm nome internacional mas não jogam nos respectivos clubes);
— passados uns dias, aparece o jogador em causa, o empresário, o pai, o vizinho de infância ou o canário, a jurarem que ele está entusiasmado com a hipótese de ir para o Benfica;
— passados mais uns dias, dá-se conta de que o Benfica já apresentou uma proposta pelo jogador e que só falta «limar algumas arestas com o clube»;
— mais uns dias, e os adeptos benfiquistas são informados de que «já há acordo pleno com o jogador»;
— no dia seguinte, inesperadamente, descobre-se que há um terceiro clube que também está interessado no jogador, mas que o Benfica já tem uma alternativa preparada para o caso de as negociações falharem;
— oh…o homem fugiu mesmo para o tal terceiro clube e, aparentemente, não foi triste. Avança, então, o nome da alternativa: um jogador de categoria C (a categoria C corresponde a um jogador que ninguém sabe quem é, mas que Pelé garantiu que era um novo Maradona ou Maradona garantiu que era um novo Pélé);
— anuncia-se que o Benfica, «agindo rapidamente e adiantando-se à concorrência», garantiu a aquisição do novo Pélé;
— o novo Pelé desembarca em Lisboa e, de voz própria ou através do seu empresário, trata lugar de jurar que o FC Porto também tinha tentado contratá-lo, mas que ele preferiu o Benfica.
Não tardará a perceber-se porquê.

Texto de Miguel Sousa Tavares no jornal A'Bola. [via António Boronha]

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terça-feira, junho 24, 2008

Os 'bad guys' conseguem mesmo mais mulheres

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domingo, junho 08, 2008

Prostituição masculina no Porto

Numa deambulação nocturna, ao convite de um estranho para “alucinar”, esticou o braço. Logo, sem pensar, sem pesar. O primeiro caldo. “Não sabia o que era. Só queria uma moca fixe”. Perder a cabeça, o emprego, o dinheiro para pagar a pensão, para comer, emagrecer, arrumar carros, vender o corpo, sobreviver. Aconteceu tudo num ápice. Telmo depende da droga para viver, da prostituição para pagar a droga. Há um ano, mais mês menos mês. E Telmo é só mais um. Igual a tantos outros, outros iguais a todos os que estão ali naquela montra a céu aberto. Esta semana confirmou o diagnóstico de que já desconfiava: é seropositivo. Tem 21 anos.

Uma reportagem para ler na íntegra no site do Jornal de Noticias.

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segunda-feira, maio 19, 2008

Mais umas frases que é como se fosse eu a escrever

A minha parceira Allie tem por hábito dizer coisas muito acertadas. Por vezes abusa e acerta mesmo em cheio. Atentem no seguinte parágrafo:

Agora, a autora falha numa coisa, esquece-se que eles, na maioria dos casos, não avisam a jovem que aquilo é apenas uma relação modo arco-íris. Aliás, muitos não têm qualquer pudor em dizer o que for necessário em nome de uma queca. "Ah e tal, só penso em ti, és isto e aquilo, estou a apaixonar-me..." Farto-me de contar sobres estes casos. E depois, quando a conquista está consumada e a gaja já não dá pica, nada como "Mas tu sabias que eu não estava preparado." Yah, meu, a culpa é mesmo da gaja por ter confundido o significado da frase "Estou a apaixonar-me pela mulher mais espectacular que já conheci".

Só discordo num ponto. Para mim a culpa também é da gaja por cair no conto do vigário. Principalmente quando o gajo nem é assim tão talentoso para o engano... quando usa e abusa das frases mais básicas de engate... "fofinha, és muito especial", "lindinha, só penso em ti", "kida, apetece-me estar contigo a toda a hora", "gostava que percebesses o quanto gosto de ti", etc etc etc. Claro, tudo isto dito em nome do objectivo superior... a queca!

PS: Muitas mulheres deviam pagar uma comissão à Allie pelas lições que ela lhes vai dando de borla...

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segunda-feira, abril 28, 2008

Gostava de ter sido eu a escrever...

Após tanto tempo de experiências sociais bizarras continua a ser interessante perceber que há pessoas que, atafulhadas no poço de fezes que é a sua vida, tentam esticar uma mão punheteira para fora do lago de merda em que vivem, com o objectivo de agarrar outras pessoas pelas canelas e arrastá-las para junto delas.Não é a ridicularidade das suas vidas patéticas que os preocupa mas sim o facto de os outros serem menos miseráveis que eles.Inebriados pela futilidade de um cérebro limitado, constroem uma aparência mentirosa e fingem vidas e experiências afim de atrairem incautos para o dito poço de merda em que esperam não morrer sozinhos. Estes vermes repulsivos são facilmente reconhecíveis pela aura nauseante e pelo nosso próprio senso, na medida em que todos nós já tivemos o desprazer de conhecer um ou outro durante a vida.Sendo repulsivos, são também corajosos, ainda que de uma coragem que desconhecem e que roça a imbecilidade, na medida em que pensam ser possível sair da merda quando na verdade são feitos dela.Quando se é cercado por um destes mamíferos, não se deve incentivá-los, optando antes por pontapea-los de volta ao poço, cobri-los com a merda que lhes sai da boca e certificar-se de que ali ficam.

Texto descoberto aqui e original dali.

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sábado, abril 26, 2008

A moda do pipi careca

Durante milénios o pipi peludo serviu perfeitamente, aliás como se pode deduzir a partir de qualquer estatística sobre a variação da população mundial. Isto, claro, até ao dia em que a primeira lhe apareceu à frente com a novidade. E a partir daí ficou tudo estragado. Porque passaram a dar-se ao luxo de ter preferências de assim ou assado, uns gostam outros não - ainda por cima não há unanimidade! -, e como se não bastasse as pernas, as mamas, a barriga ou o rabo, lá vão as mongas encher-se de preocupações e inseguranças "ai será que ele gosta?" sobre umas das únicas coisas que tinham como sucesso garantido. E se ter abdicado desse poder não foi uma das coisas mais estúpidas da história feminina, mesmo que a favor da estética, então não sei não.

A Luna escreveu um texto simplesmente delicioso sobre a moda do pipi careca. Aconselho uma visita ao blog dela para lerem o post por inteiro.

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sexta-feira, abril 18, 2008

Um texto de mulher para mulheres, que obviamente não é meu

Uma amiga, a quem chamarei Capuchinho conheceu um rapaz, o Lobo. Ele namorava e por isso, entre eles, só poderia haver uma amizade. Nem se encontravam, apenas falavam por messenger, mas tudo conversas inocentes. E segundo parece, grandes conversas ali se desenrolavam sobre os mais variados assuntos. Claro está, semanas depois as coisas começaram a mudar. O Lobo dizia à Capuchinho que só pensava nela, que esperava com ansiedade pelos momentos em que falavam e ela, tentou resistir. Mas, um dia, ele assumiu que tinha terminado a sua relação e então, lá se encontraram. Durante umas semanas foi tudo muito bonito. Ele era msn, sms, telefonemas… até poemas ele lhe dedicava. Ela era, já sabem, linda e maravilhosa e, segundo palavras dele, “uma mulher fantástica por quem se estava a apaixonar estupidamente”. Hmmm… Acho que já ouvi isto. Passaram, inclusivamente, a noite de passagem de ano juntos, onde ele a apresentou aos amigos e não se coibiu de mostrar que gostava dela. Ah… o amor… tão lindo… cof cof

Então, um dia, tudo mudou. De repente (acho que foi naquela parte em que ela começa a corresponder… enfim…), ele começou a evitá-la, a dizer que não lhe podia dar o que ela queria e que ela era… uma amiga. Especial, mas apenas uma amiga.

Tomei a liberdade de roubar à Allie este excerto de um post que algumas pessoas deviam pendurar na parede à frente da cama para todos os dias, quando acordassem, o tivessem que ler como se fosse uma oração. Recomendo que passem pelo blog dela para o ler na integra...

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terça-feira, abril 08, 2008

Sai o Coelho da cartola

Já aqui tinha falado deste assunto. Hoje dei com um texto excelente, que vale a pena ler por inteiro:

Aí está o PS no seu pior.
O trinco do partido dito socialista e médio organizador de jogo Jorge Coelho acaba de ser contratado pela Mota - Engil, um autêntico Cristiano Ronaldo para marcar golos nas obras públicas. Com dois ex-ministros e um ex-secretário de Estado das Obras Públicas, está visto: quem se meter com a Mota-Engi, leva!
Só vantagens.
Coelho deve ser dos gestores portugueses aquele que melhor conhece o mercado das obras públicas ou, como diz a minha mulher-a-dias os seus “players”.
Na verdade, quem melhor do que ele conhece os “compradores” de obras públicas desde o primeiro-ministro ao mais modesto presidente de junta? Quem melhor do que ele conhece as regras do jogo e os seus rituais privados?
Certo é que a política perde um dos seus “senadores”, um homem que durante anos geriu, ou no mínimo influenciou o aparelho do PS, que teve a arte de estabelecer amizades e relações com os barões do PSD. Este é mais um sacrifício que o mundo da política faz em favor da recuperação económica, numa altura em que as empresas de obras públicas carecem de quadros altamente qualificados. As perspectivas de mercado que agora se abrem como, entre outras, as novas auto-estradas o TGV, o aeroporto que era da OTA, e a nova ponte Chelas- Barreiro ( ou será noutro local?) justificam claramente este “sacrifício”.

O texto de Heitor Ramos pode ser lido na integra aqui.

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terça-feira, abril 01, 2008

Não fui eu que escrevi mas até parece...

Faz-me espécie quando ouço "flirts inocentes".
Todos nós já o fizemos a uma dada altura das nossas vidas e muitos continuam a fazê-lo sempre que podem.
Todos nós já passámos pelas "boquinhas", já nos rimos delas, já respondemos com outras tantas e já sentimos a auto-estima aos pulos por causa delas. Sabemos reconhecer um flirt. Rimo-nos dos outros, rimo-nos de nós.
Porque razão teimamos em negar que fazemos parte de um flirt quando o sabemos reconhecer? Estará o nosso discernimento afectado porque alimentamos um flirt ou será que o negamos porque afinal um flirt não é assim tão inocente?
Talvez os flirts sejam tão inocentes quanto o O.J Simpson.

Texto retirado do Escrever não dói e que certamente eu não escreveria melhor.

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