sábado, abril 25, 2009

Teorias de poupança em prática

Março foi um mês diferente. Sentia-me cansada de estar fechada no jornal a escrever sobre a crise e decidi propor “um trabalho experimental sobre poupança”, disse ao editor. E assim foi. Durante 31 dias, cumpri à risca as principais regras recomendadas por associações de consumidores e especialistas em finanças pessoais. Eliminei gastos desnecessários, como a utilização diária do carro ou as frequentes idas a restaurantes. Comprei lâmpadas economizadoras, plantei salsa e orégão em casa, renegociei o seguro automóvel, converti-me ao SMS e até comecei a passar o dobro do tempo no supermercado a comparar preços.

Cheguei ao final da experiência com mais 257 euros na carteira, apesar de alguns embaraços, dores de aprendizagem e perdas de tempo. Agora, apesar de ser difícil pensar em novas economias, pretendo continuar a poupar a este ritmo. Metade do dinheiro que acumular ao final de um ano vai para o meu novo “Fundo para a Protecção da Mente” e o resto para gozar a vida, que bem preciso.

Podem ler o texto inteiro clicando aqui. Um trabalho de Raquel de Almeida Correia publicado no Suplemento Economia do Público.


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14 Comentários:

ipsis verbis disse...

Ideias práticas e poupadas :)

mjf disse...

Olá!
Mas ela terá contabilizado o tempo que andou a comparar preços nos supermercados????? gastos desnecassários??? hoje, quem os tem ainda?????plantar ervas aromaticas???( tempo para as manter)
Tempo...também é dinheiro...

Beijocas

afectado disse...

ipsis verbis, aparecem sempre uns trabalhos assim, mas dos que conheço, este foi mesmo um dos melhores. deu uma percepção dos esforços que se podem fazer para poupar e das implicações que têm no dia-a-dia.

afectado disse...

mjf, ela também fala na questão de agora perder mais tempo e disso mesmo, tempo ser dinheiro.

mas o facto é que no fim do mês sobra-lhe mais dinheiro. e isso é um facto :)

LBJ disse...

Faz-me lembrar a história daquele agricultor que decidiu habituar o burro a deixar de comer, reduzindo todos os dias um bocadinho até que o bicho se habituou, mas teve azar porque o burro morreu. É claro que todos nós podemos poupar, parece claro que com esta crise muitos de nós teremos mesmo que poupar, mas fico sempre a pensar qual será o limite do burro.

Pronúncia disse...

Também li a reportagem. Interessante.

O problema é que a maior parte da poupança que ela conseguiu fazer resultou de ter eliminado "futilidades", como as idas a restaurantes, os cafés e bolos de ocasião, a peça de roupa de que não necessita.
Acontece que uma parte considerável da população portuguesa já há algum tempo que cortou nessas coisas, se é que alguma vez se poderam dar ao luxo de selas usufruirem, como a jornalista usufruia.

Tudo isto para concluir, como podem esses portugueses poupar ainda mais? Parece-me difícil, não?

afectado disse...

lbj, só se descobre esse limite quando o atingimos...

afectado disse...

pronúncia, claro que há muita gente em portugal que já aperta mais o cinto há muito tempo. mas também há muita gente que se queixa, e que usufrui destas "futilidades". e essa muita gente, pode fazer algo por si própria.

Pronúncia disse...

Afectado, eu coloquei "futilidades" com aspas, porque a poupança que a jornalista fez significa dinheiro que o restaurante, o dono do café, o senhor dos bolos e a loja de roupa deixaram de vender. E estes têm que vender, para também poderem viver...

Mas concordo contigo, há muita gente que se queixa, uns sem razão e outros com ela, mas que não abdicam de alguns prazeres para assim poderem poupar.

Cirrus disse...

É um facto que podemos poupar dinheiro em pequenos gestos. E não só poupar dinheiro como o ambiente. Mas isso não invalida duas situações que se passam actualmente em Portugal:

- muita gente está tão apertada de cinto que já parece um cachimbo!

- felizmente, ainda não precisei de poupar em certos prazeres que tenho, nomeadamente nas minhas viagens, lá fora e cá dentro. Ou seja, quem pode gastar alguma coisa não deve poupar naquilo que o faz sentir bem.

O meu telemóvel privado custou 50 euros e tem quatro anos. O meu automóvel privado tem 11 anos. Não tenho e recuso-me a comprar roupa "de marca", se encontrar roupa da mesma qualidade por preço inferior - o que é frequente (excepto peças da Cortefiel... das quais não tenho muitas, não...). Não compro barato só por ser barato. Compro combustível de marca - assim poupo, pois o consumo é 20% mais baixo, bem como as emissões...

E assim poupo para gastar no que gosto e no que interessa. Este computador é da empresa... Será que devia usá-lo para comentar aqui?... Se calhar não... Tudo bem, eles não se importam.

afectado disse...

pronúncia, sim, mas cada um tem que olhar pelo seu...

afectado disse...

cirrus, em portugal há pessoas que já nem têm mais por onde apertar :s

quanto aos nossos "luxos", na peça a jornalista refere que com o que conseguir poupar, vai dar para em cada ano se dar a alguns luxos (viagens por exemplo). e ainda guardar algum que convém sempre ter de lado.

Cirrus disse...

Pois, eu penso que ando a fazer aquilo que ela diz há já muitos anos!

Allie disse...

Muito bom, mesmo. Tenho estado atenta a isto e como dona de casa, dei-me conta que era a maior consumidora de novidades. Isto de ter 3 detergentes para o chão, 3 para a casa-debanho, outros tantos para loiça... há 2 meses que não compro nada disso. Ainda tenho muito para gastar. Mas há 1 coisa que não corto: a qualidade dos alimentos. Se bem que cortei na quantidade, que sempre gostei de ver os armários a abarrotar e não há necessidade, até porque alguns produtos acabavam por estragar. Basta querer e isso acontece quando tomamos consciência de alguns gastos mesmo irresponsáveis.

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