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quinta-feira, maio 20, 2010

O melhor é fugir!

Ao ler estas palavras de Fernando Ulrich, a única coisa razoável que me passa pela cabeça é fugir! Ainda por cima este é dos poucos que fala a sério destas coisas e que não doura a pílula.

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terça-feira, junho 30, 2009

Esta noite sonhei com Mário Lino!

- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?

- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.

Miguel Sousa Tavares no seu melhor, aqui.

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quinta-feira, maio 21, 2009

(De)formação profissional

Recebi no email a promoção de um plano de cursos para o próximo trimestre. Prendeu-me a atenção o nome de um que por esta altura suponho ter muita procura: Insolvência e recuperação de empresas. Aposto que o sr. ministro Pinho já o frequentou.

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segunda-feira, abril 27, 2009

O país que despreza o mérito

Que se pretende com a medida de a tributação sobre os prémios dos gestores das empresas privadas passar a ser de 70%? Desmotivar os bons gestores? Se sim, parabéns, estão no caminho certo. Aliás, seguindo a lógica, não percamos mais tempo e aumentemos já para 90% essa tributação.

Esta medida reflecte um bocado da mentalidade que vai reinando no nosso país e o que de mau ela implica.

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sábado, abril 25, 2009

Teorias de poupança em prática

Março foi um mês diferente. Sentia-me cansada de estar fechada no jornal a escrever sobre a crise e decidi propor “um trabalho experimental sobre poupança”, disse ao editor. E assim foi. Durante 31 dias, cumpri à risca as principais regras recomendadas por associações de consumidores e especialistas em finanças pessoais. Eliminei gastos desnecessários, como a utilização diária do carro ou as frequentes idas a restaurantes. Comprei lâmpadas economizadoras, plantei salsa e orégão em casa, renegociei o seguro automóvel, converti-me ao SMS e até comecei a passar o dobro do tempo no supermercado a comparar preços.

Cheguei ao final da experiência com mais 257 euros na carteira, apesar de alguns embaraços, dores de aprendizagem e perdas de tempo. Agora, apesar de ser difícil pensar em novas economias, pretendo continuar a poupar a este ritmo. Metade do dinheiro que acumular ao final de um ano vai para o meu novo “Fundo para a Protecção da Mente” e o resto para gozar a vida, que bem preciso.

Podem ler o texto inteiro clicando aqui. Um trabalho de Raquel de Almeida Correia publicado no Suplemento Economia do Público.

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sábado, abril 11, 2009

Passa-se viaduto em bom estado

Se alguém estiver a precisar de um viaduto é favor falar com a Câmara de Monção que tem um para dar. O dito está como novo, pois apesar de ter duas décadas ainda não foi utilizado. É aproveitar que não surgem oportunidades destas todos os dias.

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terça-feira, janeiro 27, 2009

1974-2008, a crise

Reparem bem na tabela dos aumentos de 1974 para 2008 (para visualizar cliquem na imagem ou aqui). Reparem que só a lixívia aumentou menos que o salário médio. Crise? Sim, sempre tivemos em crise e com os políticos que temos vamos continuar na mesma por mais alguns anos. [imagem via António Boronha]

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segunda-feira, janeiro 12, 2009

Portugal, uma caricatura

Cristiano Ronaldo foi eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA. A RTP, financiada com o dinheiro de todos os portugueses, montou estaminé de volta da dona Dolores, mãe do jogador, não sei bem a que propósito. E dizem que há crise e que este vai ser o ano da recessão. Só se for crise de valores e recessão de inteligência em quem comanda o dinheiro dos nossos impostos.

Valha-nos o cão português que vai para a casa branca. Sem dúvida a figura portuguesa com mais talento para a politica e aquela que chegou mais longe até ao momento.

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domingo, janeiro 11, 2009

Querido...

Há uns tempos comecei a ler umas coisas sobre um tal de Paulo Querido. Aparentemente era um supra sumo de blogs e outras coisas que tal. Supra sumo porquê? Porque escreve há muito na net e muita gente pensa que a blogosfera é uma monarquia ou uma merda qualquer parecida, do género "cheguei cá primeiro, portanto eu percebo disto e as outras pessoas só vieram estragar o que era bom". Pois bem, quando leio Paulos Querido, Rititis, Pachecos Pereira e outros exemplares do género vomitar coisas sobre a blogosfera como quem diz que esta está estragada porque agora toda gente tem um blog, toda a gente vem para aqui dizer umas baboseiras (se eles lessem o meu blog então até se matavam de tantas que me saem), apetece-me dizer "vai-te foder". Não digo porque sou educado e, dizem, cordial (engano tão bem).

Mas isto para quê? Não sei como fui ter a um post do Querido (que além de escrever um blog e publicar umas coisas sobre blogs e net, não sei que mais faz, se é que faz) em que ele escreve umas coisas supostamente inteligentes sobre o regime de excepção que o governo queria aplicar ao Código dos Contratos Públicos (para quem não sabe o que é, que leia isto e procure no google mais coisas sobre o assunto que as crianças de 4 anos já fazem isso).

No meio de um texto cheio de palavras mas com pouca coisa de jeito, saltou-me este parágrafo à vista:
Na adjudicação directa (um mau termo, uma vez que indica, erradamente, que não há lugar a um processo negocial) há uma maior proximidade entre as partes, com benefícios. Se algo não está a correr a contento, telefona-se à parte. Se o preço derrapa, renegoceia-se logo, sem ter de esperar pelo fim do contrato.

Eu no fundo gostava de ser como o Querido, ou seja, viver no país das maravilhas e acreditar em fadas e tudo mais. Não sei que conhecimento de causa ele tem, mas certamente é nenhum. Só alguém que viva num mundo à parte é que pode acreditar que a adjudicação directa é positiva (na perspectiva do país).

Com isto cheguei à conclusão que tudo o que li sobre este senhor afinal tinha um certo fundamento e só pecava por defeito.

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terça-feira, dezembro 23, 2008

Politicos e banqueiros portugueses ao bom estilo de Hollywood


Hoje foi notícia que clientes do BPP vão processar o banco. O estado ajudou o banco, e este agora não deixa os clientes mexerem no dinheiro que lhes pertence. Há algo de profundamente preocupante nesta situação, principalmente se tivermos em conta que o estado pouco ou nada diz e faz. Apenas ajudou e agora deixa o BPP fazer o que quer. Fica no ar a ideia que houve algum interesse nessa ajuda... e com tantas eleições no próximo ano, porque não especular sobre possíveis apoios financeiros secretos à campanha de quem os ajudou?

O mundo está em crise e Portugal também. Mas olhando para estas movimentações desavergonhadas dos nossos políticos e banqueiros, acredito que ainda nem vimos o pior. Ao pensar nisto veio-me à cabeça o filme Inside Man (ver trailer no vídeo do início do post). Nesse filme, a personagem de Clive Owen planeia o assalto perfeito a um banco. Ele avisa que vai sair a andar calmamente pela porta da frente, e isso acontece mesmo sem que ninguém dê por ele. E durante o assalto, policia, televisões, povo, estava tudo de olhos postos no banco. Ou seja, toda gente estava a olhar para o assalto mas não estavam a ver o que realmente se passava mesmo à sua frente. Algo me diz que em Portugal se está a passar algo semelhante. Para quem conhece o filme, é muito fácil estabelecer paralelismos entre este e o que se passa no nosso país.

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domingo, novembro 02, 2008

Nacionalizações (II)

Será que no BPN os seus gestores utilizavam o magalhães, tal como todos os acessores de José Cócrates? É que se os utilizavam deviam pedir a devolução do dinheiro tendo em conta que o magalhães é resistente ao choque (bater no fundo) e aos liquidos (meter água).

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Nacionalizações

Eu acho piada aos nossos politicos. É deprimente, mas acho. Gosto de ver o estilo muito natural que utilizam quando anunciam algo como a nacionalização do BPN fazendo parecer que é pouco grave e que não terá custos para os contribuintes. Isto tudo, depois de há umas semanas terem assegurado que as nossas instituições bancárias estavam perfeitamente estáveis, e que cá não iria acontecer o que se estava a passar noutros países. A dúvida que me fica neste momento é: uma vez que houve erros de gestão, e esses mesmos erros vão pesar em todos os contribuintes, o que vai ser feito para responsabilizar os gestores que levaram o banco a este estado? Provavelmente nada... até porque deve haver interesses cruzados.

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quinta-feira, outubro 30, 2008

De economista e de louco...

Não sendo eu economista, contabilista ou coisas do género, ficaram-me duas situações do orçamento de estado, faladas no noticiário, na cabeça. Uma delas é as empresas terem que pagar o IVA mesmo que ainda não tenham recebido o respectivo pagamento (na realidade isto já funcionava assim, mas agora está ainda mais claro). Será o chamado fazer omeletes sem ovos. Mas esta situação torna-se mais promiscua quando por vezes é o próprio estado que contrata serviços às empresas, e depois não paga durante meses e meses (a crise toca a todos), originado isso uma situação deste género: o estado contrata um serviço a uma empresa no valor de 1 milhão de euros; o estado, como muitas vezes faz, não paga quando estava acordado e fica a dever à empresa por 6 meses (por exemplo, às vezes é mais); a empresa, a quem o estado deve 1 milhão de euros, tem que pagar 200 mil euros de IVA ao mesmo estado que lhe deve dinheiro. Digam lá se não é fantástico?

A outra situação que me ficou na cabeça foi o aumento do ordenado mínimo para 450 euros. Aqui é que eu sou mais compreensivo com o governo. Se não tivesse previsto no orçamento um aumento, iam-lhe cair em cima por causa disso. Como contemplou esse aumento, já veio um patarata qualquer insurgir-se contra essa medida porque assim muitas empresas não vão renovar o contrato que têm a termo com algum dos seus empregados (isto por causa de 24 euros por mês). Bem, então o sr. patarata sugere o quê? Talvez o ideal pela perspectiva dele fosse reduzir o salário mínimo. Quanto mais, melhor, suponho eu. Imaginem, se o salário mínimo fosse 100 euros, provavelmente quase não havia desempregados em Portugal. Bravo sr. patarata, se se candidatar a qualquer coisa eu voto em si. Haja pachorra para estes oportunistas...

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terça-feira, outubro 28, 2008

Alguém viu por aí a onda de criminalidade?

Antes de rebentar toda esta crise económica mundial, todos os dias, sem excepção, nas notícias, jornais, internet, etc, apareciam novidades sobre a onda de crimes e violência e falava-se que agora é que isto estava mau, pouco faltava para uma guerra civil. Subitamente, dispara a crise económica mundial e Portugal passou do 80 ao 8, que é como quem diz, de uma onde de criminalidade nunca antes vista a já não haver roubos, homicídios, violações, etc. É só meninos e meninas bem comportados agora. Benditos bancos que estão a falir, se não fossem eles ainda havia criminalidade em Portugal.

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sexta-feira, outubro 10, 2008

A crise económica

Eu gostava de dizer algo inteligente sobre o assunto, mas de facto não me ocorre nada.

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sexta-feira, novembro 30, 2007

Greve geral, a saga continua

Como já tinha dito aqui, há sempre duas versões. Uma optimista numa perspectiva e a outra também optimista mas noutra perspectiva. Conclusão: das greves, sindicatos e governo saem sempre a ganhar. Ou então perdem ambos, mas tentam passar a imagem de vitória.

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quinta-feira, novembro 15, 2007

Energias renováveis

Por vezes vejo noticias que me levam a duvidar que este país seja o Portugal na cauda de tudo e mais alguma coisa. As energias renováveis são cada vez mais uma realidade em Portugal e isso não se pode negar. Os países que se anteciparem tirarão dividendos daí. As empresas em Portugal que apostaram nesse mercado em antecipação a outras já estão a tirar os seus dividendos. Ah e já agora, é positivo para todos! Quer dizer, para quase todos...

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terça-feira, novembro 06, 2007

Mudar hábitos

Quatro em cada cinco pessoas aceitam mudar o seu estilo de vida de forma a combater as alterações climáticas. Segundo o inquérito feito a 22 mil pessoas de 21 países, publicado pela estação pública britânica BBC, 50% dos cidadãos aceitam o aumento dos impostos sobre o petróleo e o carvão e 40% são contra.

Será quem em Portugal as percentagens são as mesmas que as apresentadas nesta noticia? Eu gostava de acreditar que sim.

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sábado, junho 03, 2006

SMS e e-mails

Então agora anda a ser estudada a hipótese de haver impostos sobre as SMS e os e-mails? E a seguir o quê? Eu sugiro sobre o ar que respiramos! Alguém tem mais ideias para ajudar os politicos da Europa?

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A afectar a blogosfera desde 1 de Maio de 2005. afectado@gmail.com

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