Para pensar
"Pensámos que conseguiríamos com amor, mas às vezes o amor não basta".
Teresa Enke sobre a morte do marido Robert Enke.
Teresa Enke sobre a morte do marido Robert Enke.
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33 Comentários:
Infelizmente, ela tem razão...
Essa história mete-me casa vez mais impressão :S
Agora o aparecimento daquela carta...coitado, devia estar mesmo mal...
pronúncia, tem mesmo.
diaboderoupacurta, pois, é uma situação trágica.
O grande problema, para além das doenças psiquiátricas não serem visíveis e por isso mais negligenciadas, é o facto de serem doenças das quais, a maioria das vezes, sentimos vergonha de as ter e revelar.
O amor ajuda muito mas pelos vistos não salva. O que é pena.
Sim, esta expressão serve para muita, muita coisa.
Há amor e amor, e por muito que amemos alguém, por norma, um filho é mais do que qualquer amor... nem imagino o que ele sentiu, e espero que seja poupado de algo semelhante, porque nunca sabemos como iriamos reagir! Que descancem em paz, e paz à vida de quem ele cá deixou!
O AMOR não é uma arma de combate, não chega, não é forte suficiente para curar as dores da alma.
Carinho e apoio são bons, sabem bem, mas quando a dor atinge a alma o caminho da cura tem de ser outro...
Pois, não chega não!!!
Dá sem duvida que pensar...
Ando a dizer isso há séculos.Ninguém me acredita. O amor nunca basta.
Robert Enke, pelos vistos, tinha o espírito fraco. E isso é uma coisa terrível, não há amor que dê força a uma mente fraca.
sabina, é verdade, o que complica ainda mais a situação é o medo de as assumir.
dylan, concordo.
e-pombo, também não imagino como reagiria se passasse pela morte de uma filha como ele passou.
silvia maria, "o amor não é uma arma de combate". muito bem dito!
lady me, pois!
ml, muito...
gabriella, se as pessoas te dessem mais ouvidos... :)
cirrus, parece que sim. foi uma pena ele não ter conseguido superar.
Não concordo nada com a tese do "espírito/mente fraca". Muito pelo contrário, um jovem de 20 e poucos anos, chegar a um país desconhecido, sozinho, sem saber a língua e os costumes lusos, adpatar-se rapidamente e da forma que o fez, revela grande tenacidade.
Bolas, que história triste :(. E, a tese do espirito fraco é demasiado simplista, Cirrus, desculpa lá. A depressão não tem nada a ver com o espírito ser forte ou fraco e atinge qualquer um sem aviso e sem distinção. O suicídio é o culminar de uma situação que é um inferno autentico para quem disso sofre (sim, é uma doença derivada de vários distúrbios neuroquímicos) e para quem o rodeia. Acompanhada de muita vergonha, muitos sentimentos de inutilidade, muita apatia, muito desalento. E, sem ajuda, não há ninguém que saia desse buraco. E, ajuda não é dizer que se ajudou ou tentou ajudar; por muito boas que sejam as intenções, nem toda a ajuda é ajuda. E, não, o amor não pode com tudo, neste caso, não pode devolver o equilibrio neuroquimico que só se consegue com os medicamentos e acompanhamento adequados. É precisamente essa noção de que as depressões e o suicidio são de mentes e espiritos fracos que leva a que quem disso sofre se feche em copas e recuse qualquer tratamento ou ajuda, com medo da exposição e da critica social. Esses casos terminam sempre em suicidio.
As pessoas pensam que as depressões são brincadeiras de crianças, "coisas de fracos", "sem importância"... Mas estão muito enganadas. O cérebro é um órgão como qualquer outro... Se partiste uma perna, ou tens gripe, não é com amor que a curas... Por muito que ajude, existem certas coisas que não têm solução.
Gravepisser, tenho de discordar de um aspecto: apesar de ser verdade que há coisas sem solução (embora não seja saudável pensar assim), a depressão não é uma delas. Tem solução. É dificil e parece inacessível, mas tem. Tal como outros problemas, como o alcolismo, a toxicodependência, o tabagismo...
I feel the same!!! Sad but true!
dylan, esse jovem de 20 anos agora tinha 32. não digo que não tenhas razão, mas não se pode falar do estado actual dele falando de como ele era há 12 anos.
vani, é mesmo triste.
gravepisser, quem pensa isso é burro! as depressões podem dar a qualquer um de nós sem que contemos com isso. há muita gente que diz que quem tem uma depressão está tolinho, mas não... quem tem uma depressão tem uma doença, e isso, ninguém está livre de ter.
aufdermaur, indeed!
Bem, afectas, quem tem uma depressão fica tolinho...disso não há dúvida. A extensão dessa toleima, às vezes, tem consequencias trágicas... O que não invalida que seja uma doença grave que só se ultrapassa com acompanhamento especializado. E que quem disso sofre, bem como os que o rodeiam, vivem num inferno desmedido.
Não podemos é esquecer que o rapaz perdeu uma filha de dois anos. Para além de isso ser uma dor inimaginável para muitos de nós é inevitavelmente fonte de depressões muito graves. Quem perde um filho, geralmente quer pôr termo à vida... se não for acompanhado, põe mesmo. :(
Pois é...
É triste saber que o Amor nem sempre é a cura de todos os males...
Ele devia ter procurado ajuda MESMO!
Bom blog...
Voltarei mais vezes :)
Beijinho*
vani, mas é uma doença. muita gente apelida alguém depressivo de tolo, mas isso é uma estupidez. uma pessoa depressiva é algo muito grave e ninguém está livre de o passar a ser de hoje para amanhã.
docesussurro, o problema é que ele acreditou que não se iria curar, e tinha medo de ir ao médico porque as pessoas poderiam descobrir. no fundo a depressão vedou-lhe os caminhos...
obrigado pelas palavras!
volta sempre :)
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