sábado, setembro 05, 2009

A mestria do costume

A selecção estava a jogar bem, a Dinamarca esteve encostada às cordas em algumas alturas e apesar de ao intervalo o resultado nos ser desfavorável, reinava a confiança devido ao dominio de jogo que tivemos. Foi então que a pièce de résistance desta selecção entrou em acção: Carlos Queiroz, talvez surpreendido pelo bom jogo da selecção, decide mudar a táctica e com isso estragar uma grande parte do capital de confiança adquirido na primeira parte. Felizmente o jogador que há duas semanas podia ser convocado para jogar pelo Brasil mas que hoje já vestia a camisola de Portugal, resolveu, dando o empate no jogo. Tendo em conta o zero que temos como seleccionador, não foi mau. Com Queiroz é simples: se está mal, ele não consegue pôr melhor; se está bom, ele consegue sempre estragar. Assim é complicado, muito complicado!


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23 Comentários:

Dylan disse...

A Dinamarca encostada às cordas? Não sei se sabes mas os dinamarqueses estiveram sem alguns dos seus habituais titulares. Não sei se sabes, mas a Dinamarca não tinha necessidade de forçar nada pois não estava pressionada. A Dinamarca quis ver onde paravam as modas...

afectado disse...

Dylan, sim, a Dinamarca chegou a estar encostada às cordas. As condicionantes deles não me dizem nada.

Em condições normais (ou seja, com um seleccionador normal), Portugal apurava-se neste grupo. Podia não ser tão facilmente como noutras alturas, mas apurava-se.

Dylan disse...

Afectas,

Isto não é um combate de boxe. É um combate de eficácia. Por acaso a Dinamarca jogou assim em Lisboa?

afectado disse...

dylan, nem um combate é, é um jogo de futebol!

em Lisboa não merecíamos perder o jogo...

Tomás disse...

Este comentário não tem nada a ver com este post.
Aproveito só para manifestar o meu agrado pelo que costumo ler aqui, de algum tempo a esta parte, apesar de nunca ter comentado.
Hoje também ouvi o programa na rádio.

Parabéns!

"De uma Loira" disse...

Oi... afectado, isto é uma arte! Conseguir pôr a coisas pior do que são não é para qualquer um, nem feito de qualquer maneira...lol

Bjss

p.s: Aproveito para dizer que me levantei hoje cedinho para poder ouvir o teu blog na rádio! E pois tá claro que gostei né...:p

Lady me disse...

O seleccionador é o que estraga tudinho! Ele é menos que um zero à esquerda. Ele consegue mesmo estragar quando está bem. Já é mau pôr pior quando está mal, mas pôr mal quando está bem, é o cúmulo.

*

Cirrus disse...

Foi uma primeira parte de enorme qualidade e na qual não tivemos toda a sorte do mundo.

A entrada de Liedson era inevitável, mas havia necessidade de tirar o melhor elemento da equipa durante a primeira parte? Porque não saiu Simão, apagado, ou o Raul Meireles (alguém deu por ele?). E já agora, meter o Nuno a nove minutos do fim? Para quê? Para o prolongamento?

afectado disse...

tomás, obrigado pelas palavras!

afectado disse...

"de uma loira", és uma leitora como deve ser :D

afectado disse...

lady me, é mesmo...

afectado disse...

cirrus, concordo que a entrada do liedson era necessária. não havia era necessidade de alterar a táctica que nos permitia jogar como se estava a ver.

O Pinoka disse...

A esta altura estará alguém a pensar: E o burro sou eu?

Cirrus disse...

Afectado, faltou-me dizer isso. A tirar alguém do meio campo, seria sempre um dos avançados a ocupar um dos vértices do losango, coisa que qualquer um deles faz melhor do que a posição em que estavam...

13 disse...

Já que falam em substituições, alguém reparou no Duda...?

Afectado, o Queiroz até pode ser o pior do mundo, mas não podes esquecer o mais importante, a azelhice de quem está lá para meter a bola na baliza...
É certo que quando se fala numa Albânia é inconcebível pensar numa não vitória, mas quando vês um Hugo Almeida à entrada da pequena (sim PEQUENA) área cabecear à figura dá que pensar... Isto para não falar de outros noutros jogos.

O treinador é importante, mas as figuras que estão no campo não podem ser desresponsabilizadas.

Vani disse...

é a selecção...natural!

afectado disse...

o pinoka, bem lembrado!

afectado disse...

cirrus, verdade.

afectado disse...

13, claro que há jogadores azelhas. mas ninguém me tira da ideia que outro treinador, com aqueles jogadores apurava-se.

afectado disse...

vani, bom trocadilho :)

Madame Toulouse de Lafontaine disse...

Honestamente?

Pois não sei o que vai na cabeça daqueles mancebos... que tal cumprir com as suas obrigações e jogarem decentemente?! Nem sequer estou a pedir que joguem bonito, apenas que sejam directos nos objectivos: quem não marca não ganha, quem não ganha perde.

Não me venham cá falar de empates, que ainda é possivel, dos prémios prometidos para os incentivar a fazer aquilo que já deviam ter feito desde o inicio da época.

13 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
13 disse...

Será...? Não estou a dizer que era nele que pensavas, mas com o Scolari, a partir do Mundial '06 Portugal só obteve 50% de vitórias. E não esquecer que apesar de ser apenas um amigável, já tinhamos perdido 4-2 com a Dinamarca antes do Mundial.

Aqui a questão, acredito, passa muito pela perda de jogadores influentes (para lá dos pontapés na bola) como Figo, Rui Costa, Jorge Costa, Fernando Couto, Costinha e Pauleta. Foram jogadores importantíssimos e hoje em dia não há lá ninguém assim, nota-se que andam perdidos. Para além da azelhice...

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