domingo, dezembro 27, 2009

Ser barrado à porta da discoteca

Com o incidente que envolveu o jogador Miguel à porta de uma discoteca voltou a ser falada a problemática do barrar pessoas à porta de bares e discotecas. Antes de mais devo dizer que eu percebo a necessidade de se fazer isso. Ou porque a casa é feita para certo tipo de frequentadores, ou porque não querem deixar entrar um grupo de rapazes para evitar que aquilo se torne na festa da mangueira (coisa que como é sabido, acaba por espantar clientes de ambos os sexos).

Muitas vezes se diz que os seguranças é que arranjam problemas nessas situações. Não digo que não, mas curiosamente em todos os casos a que já assisti, os seguranças foram correctos (frios é certo, mas isso não faz com que não sejam correctos). As pessoas barradas é que muitas vezes não sabem lidar com o assunto. E só há duas maneiras de o fazer. Uma é virar as costas e não mais voltar lá. O dono está no direito de filtrar a entrada, os clientes estão no direito de filtrar os sítios aonde vão. A outra é tentar a via diplomática. Seja "dando treta" aos seguranças usando alguns argumentos que acabam por os fazer ceder, seja esperando por um grupo de raparigas e entrarem em conjunto. Não é assim tão complicado conseguir entrar, acreditem.

Claro que a excepção é quando a casa quer um certo tipo de clientes e as pessoas que pretendem entrar não têm nada a ver com esse ambiente. É o que acontece quando alguns azeiteiros (aqueles dos aceleras e afins) tentam entrar no local mais in da cidade. Esses escusam de tentar, é tempo perdido. E em nome da verdade vos digo que se fosse eu o dono da casa, actuaria da mesma forma.


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24 Comentários:

Mia Phoenix disse...

falou e disse muito bem, se a festa era privada (como diz no iol) e eles não tinham convites, qual era a parte de não-ter-convites que não perceberam? enfim são estas as nossas "vedetas"

Charmoso disse...

Eu compreendo essa necessidade. Graças a Satanás, apenas fiquei barrado uma vez, tinha eu uns 16 anos. Mas claro que compreendo que não podemos encher uma casa de pilas!! Há que haver compreensão!

afectado disse...

mia phoenix, e mesmo que não fosse por convite, tinha que se sujeitar à escolha do dono. no entanto isto não é de admirar no miguel... tem feito muitas asneiras ao longo dos anos.

afectado disse...

charmoso, na semana passada derivado de ir num grupo de mais de 10 homens fomos barrados em 3 sítios. em 2 deles entramos pela via diplomática (a única possível). noutro só não entramos porque um dos meus amigos se lembrou de se meter com os seguranças e de os enervar.

não é preciso fazer drama nestas situações. apenas as resolver ou virar costas.

Lady me disse...

Ai e tal, eu concordo com o barramento a azeiteiros xD

afectado disse...

lady me, também eu :D

Miss Kin disse...

É natural que haja uma selecção das pessoas que entram em certos espaços, não querendo ser elitista, mas já sendo, gosto de estar num espaço com gente com que me identifique, nem que seja de aspecto.
Por muito que agora, não haja em Lx um sítio com que me identifique, os "tios" e "betos" tomaram conta da cidade e até o sítio mais cool, passou a ser uma segunda Kapital...

Cirrus disse...

Tens alguma razão, de facto há razões para haver barramentos. Ou porque a casa ainda não tem suficientes mulheres, ou porque o nível social da pessoa não se adequa ao nível do estabelecimento, etc.
Percebo isso e não devemos sequer questionar essas razões, que são operacionais e ninguém sabe melhor que os senhores da noite aquilo que fazerem com os seus estabelecimentos.
Por outro lado, não podemos nunca esquecer a Lei, que proíbe esse tipo de situações.
No caso vertente, do Miguel, que, de facto, não é grande exemplo de utilizador de espaços nocturnos, ele tentou entrar num estabelecimento que, pelos vistos, teria uma festa privada a decorrer. Claro, não sabemos mas sabemos que não era nenhuma festa privada que decorria. O gajo é preto e isso bastou. Já sabemos disso. Até porque as portas do estabelecimento não podem estar abertas ao público no caso de festa privada, não há facturação nem consumo numa festa privada, etc, etc... Não havia nenhuma festa privada, isso é das mais antigas que vêm no livro. Depois, claro, quando se vêem outras pessoas a entrar sem "convite", o caldo entorna.

Uma coisa é certa: se não nos querem lá dentro, PQP a todos, pois o meu dinheiro é tão bom como o que anda lá dentro. Virar costas, um pequeno gesto discreto ao porteiro e somos todos amigos. Assim se faz.

afectado disse...

miss kin, eu também gosto de estar num local onde estejam pessoas com as quais eu me identifique. e por vezes essa selecção é necessária, até porque há um tipo de pessoas que entra em bares e discotecas só para arranjar problemas, logo o melhor é ficarem à porta.

Gravepisser disse...

A mim só me barraram o acesso uma vez, e sem motivo nenhum. Éramos uns 8, homens e mulheres 50/50, eram 2 da manhã, e o gorila que estava na porta disse que era "muito cedo", e mal viramos costas, já estava mais pessoal a entrar.
Caguei e fomos para outra discoteca, no dia seguinte escrevi um e-mail à administração, dando conta do sucedido, e da minha indignação.
A resposta, ridiculamente mal escrita e carregada de erros de português (uma vergonha, para um espaço que até tem nome nesta região), chegou uns dias depois, e pior, em tom de ameaça!
Portanto, a minha opinião sobre a grande maioria dos estabelecimentos de diversão nocturna, é cada vez melhor.
(Mas concordo, que a menininhos de bem, pseudo-ricos armados em gente como esse Miguel, lhes seja barrada a entrada em qualquer lugar. Deviam era ir presos, para ver se aprendiam a comportar-se como gente.)

afectado disse...

cirrus, segundo me disseram, mediante certas premissas é possível (de forma legal) seleccionar quem entra e quem não entra.

isso do ser preto não sei. pelo menos nos espaços que frequento ninguém põe entraves à entrada de pretos.

no caso da festa privada (no caso havia convites) a porta pode estar aberta, o que não quer dizer que esteja aberta ao público.
isso das festas privadas não poderem ter facturação é que me parece mais estranho... assim de repente lembrei-me dos casamentos.

afectado disse...

gravepisser, claro que há locais onde os donos são uns otários. mas a forma de resolver isso é a que tu e os teus amigos optaram. virar costas. de que adiantava lá terem ficado a travarem-se de razões com os seguranças?

e lá está, eles filtraram-vos à entrada, e vocês filtraram o local... nunca mais lá voltam, vão a outros. não é preciso fazer dramas.

Cristal disse...

Se te barram a entrada. Não entras. Vais discutir o quê? Sim, podes dar uma palavrinha, para o segurança dar um jeitinho - quem tem paciência até faz isso e às vezes resulta. A casa é do dono. Salvo excepções mais manhosas, que desrespeitam a lei, o "dono" pode mandar sobre quem entra ou não na casa. Por exemplo, num local todo pipi tu vais de camisa de alças, calças "fatréno" azuis e amarelas, meias com raquetes e chinelos de enfiar no dedo - pá! não entras! LOL

O Miguel é armado ao bom, pronto. Tem a mania. O Miguel não estava sozinho, vai daí apanha-se com as costas quentes e enche o peito. Resultado: dá merda! Não acho que tenha nada a ver com a cor, é só por ser palerma mesmo.

afectado disse...

cristal, sim, no caso do miguel é mesmo uma questão de ser palerma. aliás, para ter puxado de uma arma numa situação assim... está tudo dito!

Cirrus disse...

Afectado, vais a casamentos estranhos!!! Pedem-te dinheiro à saída???? Olha, a mim é à entrada!!!

:D

Facturação no sentido banal do termo. A festa é facturada ao "festante", não aos convidados. Podem ser facturadas contas aos convidados, mas apenas se o espaço for cedido a título privado, incluindo o serviço da casa. Caso seja aluguer, nem isso. Só assim se torna festa privada. E esta é a única forma legal que tens de barrar a entrada a alguém num espaço público, ou seja, torná-lo privado, seja por aluguer seja por organização de evento. Pode estar de porta aberta, que não é o mesmo que estar aberta ao público. "Dantes" era assim, entretanto a Lei pode ter mudado ou evoluído num sentido antidemocrata, não sei.

afectado disse...

cirrus, quanto a isso das festas privadas desconheço as leis que regulam isso, seria uma farsa eu tentar rebater o que dizes :)

Cirrus disse...

Como te digo, no tempo em que havia tempo e vontade de organizar esse tipo de festas, era assim que funcionava. Hoje, não sei. Deixa a malta mais nova se pronunciar.

Dylan disse...

É interessante a opinião do Cirrus. Realmente não sei até que ponto a lei permite essa situação. E como sabemos como os portuguese são -calam e comem - há abusos escandalosos em dicotecas e noutros locais.
Quanto ao Miguel, tem um historial bem interessante...! Pessoal da Damaia é f....!

afectado disse...

dylan, desde que se cumpram certas premissas, é legal seleccionar pessoas à entrada, disso não tenhas dúvidas.

Vani disse...

Eh pah, concordo que seja necessário alguns tu aqui nao entras e concordo que a vida de segurança não é fácil (até pq conheço alguns e já me contaram situações caricatas). Mas daí a ser-se elitista...enfim, só fazem o trabalho deles. Tirando qd são racistas. Já estivemos para armar escabeche qd um segurança barrou a entrada a uma amiga do grupo (repara que ele deixou entrar o grupo, menos ela), por ser negra...

afectado disse...

vani, por racismo parece-me muito mal mesmo!

pelas outras razões apontadas, é na boa. se me deixarem de fora e eu não gostar, não volto lá, simples.

Rachel disse...

Muito facil para o arruaceiro Miguel acusar os porteiros de racismo, o gajo é realmente preto e os outros eram realmente brancos...
Por mim o Miguel não entrava em discoteca nenhuma.
E garanto-vos minha gente, q não é por ser preto, que há aí uns pretos muito jeitosos, muito jeitosos, mesmo (até vos fazia uma lista, mas n tenho tempo).
é por ser parvo, só isso.

afectado disse...

rachel, não duvido disso.

Ataúlfo Bastos disse...

a Solução é mesmo fazer uma peneira de quem deverá frequentar o local, porém os critérios para selecionar as pessoas que tem de serem discutidos com bastante justiça.

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