sexta-feira, março 13, 2009

Como é possível??


Quem é que se esquece de deixar o filho de 9 meses no berçário e vai trabalhar deixando-o a manhã toda no carro ao calor? Apesar de ser óbvio que o pai não fez de propósito, estou para ver de que modo vai a justiça actuar neste caso.


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33 Comentários:

Abobrinha disse...

E como é que a mãe e a restante família vão aceitar isto... é mau demais mesmo...

Anónimo disse...

Já tem castigo para a vida toda.
Todos os dias de manhã até à noite.
Pesado,muito pesado...


rosebud

Pronúncia disse...

Não consigo compreender.

Infelizmente não é tão raro como poderiamos pensar.

Van disse...

:((((( por isso é q se diz q o reino dos céus é das crianças....

Bruno disse...

O indivíduo já foi constituído arguido, por presumível autoria de homicídio por negligência.

Saiu em liberdade porque não existia motivo para aplicar a prisão preventiva como medida de coacção.

São as leis que temos.

Agora, alguém que se "esquece" da criança dentro do carro, convencido de que já a teria deixado no infantário, é algo que não se compreende. Ou porventura terá deixado a criança dentro do carro de forma consciente, mas não previa o desfecho trágico.

Choca-me igualmente que durante três horas ninguém tenha dado conta de que havia uma criança naquelas condições dentro do carro a perder-se para a vida.

Está provado, andamos todos a assobiar para o lado. E somos igualmente culpados por isso.

afectado disse...

abobrinha, pois, apesar de ser óbvio que ele não o fez de propósito, como é que se aceita uma coisa assim? complicado...

afectado disse...

rosebud, sim, tem um castigo muito pesado mesmo. mas a justiça também terá algo a dizer... como se aborda um caso assim?

afectado disse...

pronúncia, isto é frequente? :s

eu mais depressa me imaginava a esquecer-me de ir para o trabalho do que a esquecer-me assim de um bébé de 9 meses no carro durante várias horas :s

afectado disse...

van, pois :(

afectado disse...

bruno, eu não acredito que o tenha feito conscientemente mesmo que não prevendo o trágico desfecho.

por um lado penso no que faço quando ando na rua e realmente não ando a reparar no que está no banco de trás dos carros...

e se alguém reparou, se calhar pensou que o pai só tinha ido comprar o jornal ou qualquer coisa e já voltava ao carro :s

johny disse...

Fogo!

Mesmo que fosse um pai terrível, ponham-se no lugar dele!

O esquecimento de crianças, seja em cadeiras no tejadilho do carro quando se procuram as chaves ou dentro dos carros, por alteração de rotinas ou sobrecarga de stress, depende mais dos processos mentais do esquecimento do que dos processos mentais do amor.

Cheio de preocupações - porque todos andamos sempre com milhares de coisas na cabeça - com uma criança no carro que adormeceu e não terá feito barulho, é fácil que o esquecimento tome conta, levando-nos de novo à rotina.

Tenho pena da criança, claro, mas também do pobre homem que já está a ser tratado como homicida negligente.

Se queremos culpar alguém - e todos sabemos como a culpa tem muita importância nas nossas vidas - culpemos então as educadoras, que demoraram 3 horas a telefonar à mãe porque o joãozinho ainda não tinha aparecido. Se elas tivessem a preocupação de verificar antes...

...Os "ses" também costumam ter muita importância nas nossas vidas.

afectado disse...

johny, talvez tenhas razão na parte do esquecimento do pai. tal como eu disse, é óbvio que não foi propositado.

quanto às educadoras também não creio que tenham culpa. pelo que li elas ligaram por volta da hora de almoço, como tu disseste, passado 3 horas. se calhar não o fizeram antes porque podiam pensar que estavam atrasados (quem sabe se não acontecia de vez em quando de o bébé ser levado um bocado mais tarde).

Manuel de Jesus disse...

Somos mesmo um povo estranho, sempre prontos a apedrejar os nossos.
Já aqui se comentou, que casos destes são muito mais frequentes do que se pode imaginar, eu conheço dois casos parecidos em que felizmente nada de mal aconteceu mas que em ambos estamos a falar de pais extremosos, super protectores e que vivem para e em função do bem estar dos filhos.
Perguntem-se quantas vezes saíram de casa em piloto automático com a cabeça completamente noutro lugar.
É lógico que este caso não tem desculpa, porque morreu de forma horrível uma criança inocente, mas não posso deixar de me recordar de uns pais que por vontade própria abandonaram 3 crianças sozinhas num quarto de hotel e que por serem estrangeiros, bem falantes e de boa aparência, quando a desgraça aconteceu não foram acusados de negligencia e sim quase santificados pelo nosso povo e até recebidos pelo Papa.

Cirrus disse...

Manuel de Jesus,

Que tiro na mouche!!!!

A vida do bebé acabou, mas não foi a única. A vida deste homem acabou. Irremediavelmente. A sua culpa, independentemente de ser voluntária ou não, matou-o. Está morto.

Quanto às educadoras, é óbvio que não têm qualquer culpa no caso, uma vez que a maior parte delas são tão profissionais como um tijolo-burro.

3 horas?????

Se vocês chegarem 3 horas atrasados seja onde for, alguém se esquece de vocês? Ninguém pergunta? E quem é pago para fazer este trabalho não tem obrigações nenhumas? Mas que brincadeira é esta? Receber para "tomar conta" dos putos é giro, agora lá "tomar conta", isso já dá trabalho... E fala-se em 13:00, não em três horas. Não acredito que este homem começasse a trabalhar às dez da manhã, nem que deixasse o bebé na creche depois das 9:00, que é hora normal. No mínimo quatro horas foi quanto as desculpadas educadoras demoraram a dar falta de um dos bebés cujos pais lhes pagavam para "tomar conta".

Maldonado disse...

Não condeno esse pai, pois a actual conjuntura socioeconómica obriga muitos pais a dedicarem-se mais ao trabalho que à família a fim de terem qualidade de vida, causando-lhes isso altos níveis de stress.
É por demais sabido que neste país não existem muitos incentivos da parte do Estado e das empresas no sentido de apoiar a família. Uma prova disso é que recentemente alguém veio dizer no prós e contras que a empresa deve ser a família do trabalhador...
Com patrões assim que é que se sente estimulado a dedicar-se à família?

Rita disse...

simplesmente horroroso. Não há palavras para descrever um acto destes. É tudo tão desumano, o pai q se esquece do filho, as pessoas q passam e ninguém vê, a escola que não pergunta pq n foi a criança, a mãe que não sabe de nada. E na minha opinião tudo isto é culpa da nossa sociedade, do stress, do egoismo, do viver por viver...era bom começarmos a ser novamente mais humanos.

Ana GG disse...

É chocante e algo que não consigo entender, apesar de todos os factores já mencionados que possam desculpabilizar este pai e não questionando sequer o amor que tinha pelo filho.
Agora uma coisa é certa...este homem já está a ser punido com o maior castigo que lhe poderia ser atribuido...o peso da culpa, o remorso e o sofrimento vão acompanhá-lo para toda a vida.

P.S. Foi aqui sugerido que a "culpa" (desculpa) foi das educadoras...não acho justo, de todo!

claudia oliveira disse...

nao sou nng para julgar, os erros acontecem mm qualndo nao deveriam acontecer

maufeitio3

Anónimo disse...

Quem nunca errou que atire a primeira pedra!!É facil condenar os outros.Enfim...
Eu tenho pena desta família que está a sofrer muito.
Consigo entender este pai, no sentido em que hoje em dia vivemos muito do Stress..E isto é possível acontecer. Pois, há pessoas que com o stress ficam muito esquecidas.
No entanto, é fácil dizer que os pais nunca se devem esquecer dos filhos, porque se assim acontecer nunca deveriam ter filhos.Mas, quem são estas pessoas para condenar?

A vida das pessoas, depende muito da qualidade de vida de cada um.Infelizmente há pessoas que dormem mal e que vivem muito do Stress (as contas para pagar, filhos para sustentar).Tudo depende da vida de cada um.
Contudo isto, eu não estou a fugir ao assunto, só quero dizer que não condeno e quem sou eu para condenar o esquecimento deste pai.

Mas, este caso faz-nos reflecir que é preciso ter muito cuidado com as crianças...

afectado disse...

cirrus, na minha opinião não creio que as educadoras tenham assim tanta responsabilidade no caso. sim, podiam ter estranhado mais cedo, mas não poderiam por alguma razão, que não a que realmente ocorreu, não ter levado o bébé? acredito que foi isso que elas pensaram.

contudo, e desconhecendo as "regras" de um berçário, admito que também lhes possa ser imputada alguma culpa. assim como ao pai também será por negligência. no fundo foi um caso infeliz e que se toda gente pudesse voltar atrás 2 dias, nunca teria acontecido (que por acção da mãe, quer do pai, quer das educadoras).

afectado disse...

manuel de jesus, sim, isto acontece mais vezes, mas com consequências deste género, felizmente, serão muito raras...

é "interessante" a comparação que fazes com o caso da maddie. nisso concordo contigo, somos um povo estranho...

afectado disse...

maldonado, pois, hoje em dia as preocupações rotineiras ocupam-nos a cabeça de tal modo que abafam outras preocupações. e claro que este pai o fez por manifesta distracção, provavelmente derivada de stress por estar atrasado/ter algo importante no trabalho/o patrão ligar/etc.

afectado disse...

rita, talvez seja como dizes e a culpa seja da sociedade, ou seja, de nós todos que vivemos com constantes preocupações. mas não será que nos temos que habituar a conciliar essas preocupações com o stress diário?

afectado disse...

ana gg, sem dúvida, a "pena" dele será vitalícia...

afectado disse...

claudia, é verdade, e se ele se tem esquecido num dia em que ia fazer algo que era só meia hora, quando regressasse ao carro ia dar por ela mas ainda estaria tudo bem. errou num dia que esse erro não iria ter remédio.

afectado disse...

anónimo, e de facto nós nem sabemos que preocupações lhe inundavam a cabeça naquele dia. claro que fosse o que fosse nunca se deveria ter esquecido do filho, mas sabemos lá o que lhe ia na cabeça :s

Cirrus disse...

Ana GG,

Eu nunca sugeri que a culpa fosse das educadoras - afirmei-o e acuso-as de negligência grosseira. Para receberem os 300 euros por mês para receberem o bebé todos os dias não se esquecem elas de telefonar aos pais. Se alguém tem de deixar o filho mais cedo na creche, tem de pagar hora suplementar, ou quem tem de o deixar mais tempo, esses também tem de pagar horas suplementares. O puto não aparece - Óptimo, menos trabalho!!! Lá para a hora do almoço telefona-se...

O pai foi um monstro, e não adianta aqui estar a desculpar seja quem for, pois ele próprio nunca se desculpará para o resto da vida. Mas quem tem responsabilidades no sistema que as assuma.

Abobrinha disse...

Na hora em que escrevi o comentário a minha reacção teria sido matar o indivíduo.

Depois pensei em como um erro parvo lhe custou a vida do filho que realmente amava e como isso lhe destruiu a vida. Toda a gente comete erros parvos, toda a gente anda de cabeça no ar de vez em quando. Na volta andava stressado com qualquer coisa no trabalho e aquele minuto de esquecimento destruiu-lhe a vida para sempre. Acho que se fosse da família dele lhe perdoaria e faria o possível por lhe tentar amenizar a dor.

Foi mau, muito mau, mas ele não é um monstro: é só um homem que cometeu um erro. Um erro muito grave e que custou uma vida.

Foi bem achada a semelhança entre este homem e os pais da Maddie... descansadinhos no "Allgarve" mas não queriam que os três impecilhos chamados filhos lhes tirassem o sossego de um jantarinho com os amigos. Eles foram acusados por comportamento negligente e abadono dos filhos? Não! E isso não é justo!

Quanto às culpas do sistema, não creio que as tenha havido: normalmente os pais que têm os filhos doentes ou vão faltar por qualquer motivo à escolinha é que avisam. Contudo, poderá ser boa altura para rever procedimentos, para que não aconteça nada mais remotamente parecido com este caso. Mas não se pode por qualquer motivo culpar o sistema. Nem atirar culpas a torto e a direito, quando por vezes não há culpa mas só grande infelicidade sem justificação nenhuma...

afectado disse...

abobrinha, este é um caso que ninguém tem culpa e todos têm alguma responsabilidade no ocorrido por manifesta infelicidade do desfecho.

Manuel de Jesus disse...

Manifesto a minha satisfação por ver que tantos de nós e já a frio, entendem que o maior castigo que este homem enfrenta é a memoria do filho.
Considero pura propaganda a acusação de homicídio involuntário por negligencia, num País como o nosso onde a justiça é uma anedota. Quem é que vai ser acusado de negligencia além do Pai? As educadoras? Os transeuntes que garantidamente viram a criança no carro e não quiseram chatices? A Negligencia é um acto (ou a ausência dele) consciente que contribui para uma ocorrência. Ora quem é que pode afirmar que este Pai conscientemente contribuiu para este terrível acidente? Uma vez mais não quero de forma alguma desculpar este horror, mas ao exigirmos a condenação deste homem não será que todos nós deveríamos também ser acusados de homicídio involuntário por negligência? Quantas crianças morrem a cada instante no Mundo porque andamos ocupados com os nossos problemas pessoais? Assumo a minha hipocrisia.

afectado disse...

manuel de jesus, mas será que neste caso se deve exigir que a justiça seja cega como é habitual?

Manuel de Jesus disse...

Não entendo a tua questão, a justiça tem que ser cega é essa a sua definição básica, não é por acaso que encontras em todos os tribunais uma figura de uma mulher cega com uma balança na mão. A questão aqui é se o castigo deste homem deve de ser ou não decidido pela justiça dos homens.

afectado disse...

manuel de jesus, eu estou a dizer que normalmente exigimos justiça cega. e talvez (digo talvez pois pouco percebo do assunto) pela lei haja ali uma questão de negligência que seja condenável legalmente.

no entanto, o bom senso dirá que o castigo deste homem foi decidido na hora em que o filho morreu e vai-lhe durar a vida toda, sendo portanto exagerado qualquer condenação legal (mesmo que leve).

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