sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Não percamos mais tempo

Há quem diga que depois de resolvida a discussão sobre o casamento homossexual, se vai passar a discutir a possibilidade do casal homossexual adoptar crianças. Ora isto para mim parece-me de todo idiota. Uma vez que a discussão sobre o casamento homossexual só vai terminar quando este for permitido, não vejo qualquer razão para se discutir a adopção por esses casais. Não que seja contra ou a favor, mas simplesmente porque se querem dar direitos iguais aos homossexuais permitindo-lhes formarem um casal igual aos heterossexuais isso também tem que contemplar a adopção de crianças.

Se assim não for, então mais uma vez vamos ter o governo a atirar com areia para os olhos das pessoas afirmando que deu direitos iguais aos casais homossexuais em relação aos heterossexuais. Para isso acontecer, o governo vai ter que os ter no sitio para simultaneamente ao casamento homossexual, autorizar também a adopção por parte de casais homossexuais. Algo me diz que isso não vai acontecer até porque assim o governo fica com mais um tema para fazer ruído quando aparecer mais algumas coisa sobre o caso freeport.


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22 Comentários:

AP disse...

A discussão pode surgir quando houver novidades sobre o caso "Freepór" ou outro qualquer surja.
Há que ter sempre um trunfo na manga.

AP disse...

E o povinho vai continuar a cair nesses trunfos...

Diabólica disse...

Passei apenas para deixar um beijinho.

Deixei comentário no teu post denominado: "casamento histérico".

Beijinhos. Volto com mais tempo.

Van disse...

Ao se aceitar o casamento entre homossexuais, aceita-se automaticamente que estes sejam considerados um núcleo familiar. Ipso facto...

o conservadorismo e o preconceito andam muitas vezes de mãos dadas e diluem-se um no outro...

afectado disse...

ap, sem dúvida. guardar o trunfo para o sacar na altura certa...

claro que vai!

afectado disse...

diabólica, volta sempre :)

afectado disse...

van, tenho algumas dúvidas nesse automaticamente. deveria assim, mas os nossos governantes são uns cagões...

o progressismo também anda de mão dada com o preconceito. talvez outros preconceitos, mas anda! e, apesar de eu não ser pró-conservadorismo, não sei qual dos dois será mais perigoso!

Pronúncia disse...

Sobre este assunto não consigo ter uma opinião definida.

Se por um lado, acho que para uma criança se desenvolver normalmente o ideal é sempre um núcleo familiar tradicional, isto é, um pai e uma mãe. Por outro penso que é preferivel ser adoptada por um casal homossexual que a trate como filha do que ficar entregue a instituições.

Estou dividida :)

afectado disse...

pronúncia, mas a pergunta que deves fazer a ti própria é: és favorável ao casamento dos homossexuais? se fores, isso por defeito inclui a adopção de crianças (caso contrário é uma treta dizer que assim têm direitos iguais)...

Pronúncia disse...

Visto por esse prisma, sim.

Defendo o casamento entre homossexuais. São dois adultos que tomam uma decisão.
Não considero é que a adopção seja, por defeito, um direito adquirido. Porque neste caso é um direito que envolverá terceiros, no caso, crianças que não podem decidir por elas próprias, estão sujeitas à decisão de terceiros.

Continuo dividida...

afectado disse...

pronúncia, então para isso mais vale não autorizar nada para já e discutir-se tudo como um só (que o acaba por ser). fazer as coisas em separado é perder tempo em discussões que claramente não são as que o país mais precisa neste momentos...

Pronúncia disse...

Uma coisa tenho a certeza.

Sem dúvida que o tempo não é o oportuno.
Toda esta discussão não passa de uma manobra para desviar as atenções daquilo que realmente interessa...

Como tantas outras antes desta...

afectado disse...

pronúncia, ora nem mais, por isso digo para não se perder mais tempo.

e conhecendo a nossa esquerda como conheço, isto só pára quando tiverem o que querem aprovado. é como o aborto (ao qual eu votei pela despenalização, que fique claro) que como perderam 1 vez, passado 3 ou 4 anos fez-se outro referendo. se tivessem perdido novamente já estávamos quase a fazer outro até que a vitória fosse da despenalização. para isto nem vale a pena haver referendos... fazem-se até uma ideia ganhar?

Manuel de Jesus disse...

É obvio que o casamento entre homossexuais nem devia ser alvo de discussão, faça-se e pronto, estamos a falar de adultos num País que diz ser democrático. Se querem avaliar a negrura da tomatada dos nossos governantes, exijam que em nome do simplex se acabe com o casamento. Permitam às pessoas constituir-se livremente e de forma simples, em sociedades sentimentais não limitadas pelo sexo, raça ou credo. Já agora, se queremos falar em total liberdade de direitos, porquê nos limitarmos a permitir apenas parelhas? Essas faziam sentido para puxar carroças. Há alguma razão cientifica que prove que uma família deve de ter apenas dois indivíduos? Não existem na natureza muitos exemplos funcionais de poligamia? E não estou só a pensar na fantasia de macho no harém, que se acalmem as matriarcas.

Agora que se desça à terra e que se atente aos detalhes. Sabendo que o fenómeno crescente do bullying é cada vez mais incontrolável, se há crianças que são brutalizadas, física e mentalmente por outras crianças, apenas porque são gordas ou nasceram com os olhos tortos, imaginem o que lhes pode acontecer por terem dois pais ou duas mães. O preconceito é assim mesmo, não desaparece por legislação, apenas por educação cívica cultural. Foi assim há tanto tempo que as mulheres não tinham direito a votar ou que se escravizava pessoas por excesso de melamina na pele? Não serei o primeiro a dizer que o caminho se faz caminhando.

Van disse...

Tb tenho a certeza de uma coisa: não é todo o ser humano que deveria poder trazer filhos ao mundo. E numa coisa acredito: que há muitos casais homossexuais que dariam pais infinitamente melhores que muitos casais heterossexuais.

Já não me convenço com o argumento do núcleo familiar tradicional. Precisamente porque está a desaparecer! O namoro já não é tradicional. O casamento já não é tradicional. Há cada vez mais casais que nem sequer se casam. Há cada vez mais casados a viver cada um na sua casa. Há cada vez mais casais homossexuais. Os putos de hoje não são como os putos de há dez anos, sequer.

Por isso, o argumento não deveria ser se os pais são equilibrados?

Van disse...

eh pah, totalmente de acordo com o comentário do manuel de jesus.

Van disse...

E, eu sofri bullying na pele... :-p

Van disse...

#ou que se escravizava pessoas por excesso de melamina na pele#

não concordo com o uso da palavra "excesso" ;-) não têm excesso de melanina! têm uma maior produção de melanina. É diferente. A palavra excesso remete para disfunção, como se existisse uma cor considerada normal. Existe sobrepodução de melanina, sim, mas só no caso de sinais. E existe subprodução, manifestando-se nos casos de albinismo ou vitiligo.

Manuel de Jesus disse...

OK, Van, tens toda a razão cientifica, era uma figura de estilo, não me estragues a “graça” à frase. Se me serve de desculpa eu nem sou biólogo ;)

afectado disse...

manuel de jesus, essa questão da poligamia é boa e ainda não vi ninguém dos acérrimos defensores do casamento homossexual a justificar devidamente porque é que não se podem casar 3 pessoas. até posso ser eu que ande distraído, mas continuarei à espera...

claro que as crianças adoptadas por casais homossexuais vão ser alvo priveligiado de gozo e humilhação. ignorar isso é querer dizer que o branco é preto.

contudo se se quer dar o direito ao casamento aos homossexuais para que estes possam ter direitos iguais, a adopção tem que estar incluída nesses direitos. caso contrário, quem fizer a lei não passa de um falhado.

afectado disse...

van, não duvido que há casais homossexuais que seriam melhores pais que casais heterossexuais. assim como também não duvido que as crianças adoptadas por casais homossexuais vão ser um alvo privilegiado de gozo e humilhação...

Van disse...

É verdade, vão. É uma certeza. Infelizmente, há crianças que são muito cruéis. E, na sua ânsia de serem aceites por este e por aquele, acabam a ter comportamentos que nem eles sabem que poderiam ter.
Tudo o que é diferente suscita medo. POr vezes, inveja. A melhor forma de lidarem com a sua própria insignificancia e medos, é descarregá-los em cima de outrém, seja por que razão for.

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