quinta-feira, dezembro 27, 2007

1/2 Leite e Uma Torrada - Querer

"Quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a bateria, nunca nada nos impede de nos vermos e nem de nos encontrarmos no meio de uma multidão de gente. Quando se gosta de alguém não respondemos a uma mensagem só no final do dia, não temos acidentes de carro, nem nunca os nossos pais se sentiram mal a ponto de nos impossibilitarem o nosso encontro. Quando se gosta de alguém, ouvimos sempre o telefone, a campaínha da porta, lemos sempre a mensagem que nos deixaram no vidro embaciado do carro desse Inverno rigoroso. Quando se gosta de alguém - e estou a escrever para os que gostam - vamos para o local do acidente com a carta amigável, vamos ter com ela ao corredor do hospital ver como estão os pais, chamamos os bombeiros para abrirem a porta, mas nada, nada nos impede de estar juntos, porque nada nem ninguém é mais importante, do que nós."

Este texto foi-me deixado como comentário num post. Não resisti a transformá-lo na introdução do meu post de hoje.

Não acredito em paixões fulminantes, nem em amor à primeira vista. Acredito em atracção, sintonia, entendimento… mas acima de tudo, numa grande vontade de gostar. Sim, a vontade é essencial.

Dizem que as mulheres são complicadas, que fazem logo o filme todo, desde casamento, filhos até aos netos. Não vou negar, também já o fiz. Mas na minha cabeça. Não começo logo a meter-me na vida daquela pessoa, a exigir comportamentos e atitudes próprias de quem já está a preparar o casamento. Não elaboro planos em voz alta.

Mas, não são só as mulheres que complicam tudo. Não. Há homens que também se iludem. Ao fim de 1 ou 2 encontros já falam que somos fantásticas e maravilhosas, já prevêem um futuro a dois e vão-no insinuando, metendo essa ideia a toda a força na cabeça da mulher. A verdade é que não julgo que a maioria o faça por mal, o faça com segundas más intenções. Pura e simplesmente, eles querem que aquela seja a tal, pois de certa forma alguns também já estão cansados de aventuras e flirts.

O mal está quando a mulher que inicialmente estava relutante com tanto “amor e paixão” (por norma isso assusta-me um pouco), começa a ceder aos poucos e ao fim de algum tempo já ela própria toma a iniciativa de dizer umas palavras mais apaixonadas. De certa forma, permite pôr em palavras o que também sente, embora ache prematuro e fruto de uma ilusão.

É aqui que as coisas se decidem. Ambos estão em sintonia e começa a lamechice toda e os planos conjuntos para o futuro, ou quando finalmente ela cede, o jovem sente que já não tem de se esforçar e pára com a atenção que lhe dedicava. Existem 2 razões: ou ele não sabe o que quer ou então, simplesmente já não quer.

Nesta fase é de aplicar o texto introdutório.

A minha opinião é esta: ou se quer ou não se quer. Ou o táxi tem luz verde (está livre) ou a tem vermelha (está ocupado). Não existe luz amarela. Não pode existir “não sei bem o que quero”. E isto vale para homens e mulheres. Não faço distinções. Não acredito em donzelas indefesas (e se as há, deviam ter vergonha!). Por isso, o meu conselho de fim de ano é este: Arrumar as ideias na cabeça e decidir se queremos ou não. Esquecer o talvez. Acho que vale para tudo, não só para as relações.

Quanto ao resto… Bom Ano Novo! Que seja sempre melhor que o anterior.

Texto escrito por Allie.


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5 Comentários:

afectado disse...

Concordo contigo. Como se costuma dizer, "ou fode ou sai de cima".

Bom ano novo para ti também.

Nana Lopes disse...

È a mais pura verdade.Há uma necessidade latente de certezas. Especialmente no quesito amor, morno e frio não são temperaturas agradáveis.Beijos,obrigada pelas visitas constantes em meu espacinho.Tenha um 2008 cheio de coisas,momentos e pessoas deliciosas.

Nana Lopes disse...

È a mais pura verdade.Há uma necessidade latente de certezas. Especialmente no quesito amor, morno e frio não são temperaturas agradáveis.Beijos,obrigada pelas visitas constantes em meu espacinho.Tenha um 2008 cheio de coisas,momentos e pessoas deliciosas.

PsYcHo_MiNd disse...

Mas será que alguém ainda acredita no amor ou já só se procura alguém com quem até nos possamos identificar mas que apenas isso, somente isso. Já não precisa de haver amor, apenas algo que una duas pessoas. Haverá ainda tempo para amar?!

Allie disse...

Psycho_mind

É uma boa pergunta. A meu ver, sempre que conhecemos alguém, vamos buscar os pontos em comum, vemos se a pessoa tem um perfil próximo do que queremos e esperamos apaixonarmo-nos. O que acontece é que há quem aceite leite morno, e quem, no fundo, não queira menos do que merece. Claro que os últimos... têm mais tendência para ficar sós. Eu, faço parte deste tipo e por norma, irritam-me os que nem andam nem deixam andar, os que se acomodam, os que aceitam sem lutar.

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