Mostrar mensagens com a etiqueta texto da oh pa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta texto da oh pa. Mostrar todas as mensagens

sábado, novembro 01, 2008

Conversas VI

Eh pa! Estava aqui a dar uma olhadela a este bom blog quando me lembrei: E não é que não escrevo aqui baboseiras há uma porrada de tempo? Aproveitando que já estou sentada e o meu bebé está a brincar sozinho com os pés dele, vou espalhar um pouco da minha graça nestas páginas. Já agora um aparte: visitante 100.000? Nada mal! Pelos vistos há por aqui muita gente sem nada para fazer... eheheh

Ora bem, do que é que eu ia falar mesmo? Ah sim, dos meus tempos livres que são inexistentes! Tive uns minutos sem nada para fazer no outro dia (não me perguntem quando que a minha cabeça não dá para isso..) e consegui ver um episódio inteiro dos contemporâneos. EHEHEHEHEHEH (Reparem nas maiúsculas sff)

Muito bom. Ainda não tinha tido o prazer de ver um inteiro e gostei. Devo dizer que tive que usar toda a minha força de vontade para controlar o riso quando quase no final o Nuno Lopes corre de encontro ao Zé Pedro e dá de cara com uma porta fechada. Se houvessem Óscares em Portugal, o tipo merecia um por aquilo! Que risota que foi cá em casa! Ou melhor, quase que me cuspia toda a tentar não me rir alto para não acordar o pequeno Gremlin (para quem não sabe, é o meu filhote de 6 meses).

E pronto, gostava de me alongar mais mas este gajo não deixa. Para terem uma ideia, estou há 1h30 para escrever isto. É triste...


Texto escrito pela oh pa.

Ler o resto >>

quinta-feira, setembro 11, 2008

Conversas V

Ora vou abrir aqui uma excepção e vou falar de futebol. Uma tipa a falar de futebol! Já sei, já sei. Nós não pescamos nada disto. E têm toda a razão! No meu caso pelo menos. Por algum motivo é que quando jogo Pro, os meus bonecos são sempre vilipendiados sem grande esforço. Devo também informar que já ganhei dois jogos ( e sim, foram contra gajos!). Mas tenho que admitir que se deveu tudo a muita sorte da minha parte e não a uma perícia espantosa da minha pessoa. Por isso, admito que não percebo quase nada de futebol. Ainda assim, não posso deixar de comentar o jogo de Portugal, que me ficou atravessado na garganta. Porra! Que cambada de anormais! Mas como raio é que fomos perder aquilo?? Estava eu toda entusiasmada a ver o jogo, um grande jogo para sermos justos, a ver os portugas a afiambrarem nos dinamarqueses e depois é aquilo?? Só me apeteceu partir a tv com o comando. Por sorte, o comando estava longe e eu sou preguiçosa...

Podia dissertar aqui acerca da forma fantástica dos jogadores, da táctica do seleccionador, patati patata. Mas como não o sei fazer, preferi comentar a reacção do meu marido quando o Nuno Gomes falhou o golo à boca da baliza. (Isto sem querer de maneira alguma ofender alguém. É mesmo só pela piada em si). Aqui vai: “Foda-se! Ò Princesa do Caralho! Mas é preciso pedires autorização para pores essa merda lá dentro??”

Não sei se isto vai ser censurado pelo senhor do blog (:P), mas eu cá arregalei muito os olhos e ri-me que nem uma perdida. Princesa do Caralho? Já tinha ouvido chamar Moniquinha ao pobre rapaz, mas esta foi nova.

E pronto, acaba-se aqui a minha contribuição para uma discussão séria do futebol português. Espero que tenham gostado tanto como eu!


Texto escrito pela oh pa.

Ler o resto >>

sexta-feira, junho 20, 2008

Conversas IV

O umbigo. Ou deveria dizer: O UMBIGO. Sim, porque para muitas pessoas, este pequeno orgão adquire um tamanho monstruoso, que lhe permite ser apresentado recorrendo a maiúsculas. Está certo de que ele até apresenta uma localização mais ou menos central no corpo, mas é preciso levar esse facto ao extremo? Será mesmo necessário termos o Universo a rodar à nossa volta? E de que é que isso nos vale? Não acabará por ser uma posição extremamente solitária?


Os Umbigos irritam-me severamente. É que não servem para nada. Não estão lá para as emergências, deixam-nos agarrados em todas as ocasiões e depois ainda vêm para cima de nós com a conversa da vítima que não recebe a atenção suficiente! Eu cá estou cada vez com menos paciência para os aturar. Não há tempo no Mundo que chegue para lhes explicar que as outras pessoas têm uma vida. Uma vida que inclui família, amigos, trabalho, chatices, complicações, sacrifício. E que a visão do EU constante não existe nas pessoas normais. Que o EU muitas vezes desaparece face às prioridades normais do dia-a-dia. Que o EU a toda a hora e a todo o dia é de um egoísmo brutal e chocante.


Qualquer discussão que se tenha com um Umbigo acaba por se revelar uma experiência muito parecida com o falar com uma parede. Qualquer argumento válido perde-se no vácuo formado pelo Umbigo. È como um buraco negro a sugar tudo o que não se relacione directamente com ele e a aniquilar qualquer vestígio de vida que não o dele. E depois querem ser admirados. Querem ser amados. Querem tudo o que acham que têm direito. Mas acabam por não ter direitos nenhuns. Porque as pessoas que não têm respeito ou consideração por mais ninguém a não ser por eles, merecem o mesmo tratamento. Só é pena que nem assim se toquem. Por que continuam a dizer: EU não mereço isso...


Texto escrito por oh pa.

Ler o resto >>

sexta-feira, maio 16, 2008

Conversas III

O que fazer quando um antigo amante volta à nossa vida? Que limites conseguimos impôr a nós próprios no que diz respeito a quem tanto mexeu connosco? Ignorar a presença um tanto incómoda do nosso passado não é tarefa fácil. Até porque o nosso passado faz parte de nós.
Eu tenho uma certa dificuldade em me separar dele. Se por um lado acho importante não o fazer ( esquecer o passado é meio caminho andado para o repetir...), por outro lado a carga emocional que se ganha com o passar dos anos pesa como o raio! É inevitável termos de fazer uma certa selecção no que respeita ao que fica connosco ou ao que vai para o lixo emocional. Os amantes surgem nesse limbo.
É tentador lembrarmo-nos do que a relação teve de melhor. As coisas más tendem a esbater-se com o tempo e a distância. Mais tentador ainda é querermos ser amigos dessa pessoa que já foi tão especial para nós. Tentar salvar qualquer coisa do que de certeza acabou tremendamente mal... E mantermo-nos frios nessa resolução? Mantermo-nos afastados do que já tinhamos sentido antes?
A distância entre a amizade e a paixão é tremendamente fina. A menos que a pessoa em questão tenha tido um problema hormonal e nos apareça inchado que nem um porco de feira premiado...Aí as hipóteses de uma amizade se manter existem...Fora este pequeno pormenor, ainda não consegui a fórmula mágica. De cada vez que o tentei, as coisas deram para o torto. Voltou a triste sensação de posse, voltaram as confusões e discussões, voltou o desapontamento e a dor. E para terminar a coisa em bom, vem o sentimento de estupidez máxima por ter deixado isso acontecer. È um raio de um ciclo vicioso!
Ainda assim, e depois de toda esta sabedoria ganha a muito custo, a tentação está lá, viva e a recomendar-se a altos berros. A única coisa que posso fazer é esperar que todos esses amantes que por aí andam a passear se mantenham longe. E no caso de isso não acontecer, que me apareçam feios, porcos e maus... especialmente muito feios...
Texto escrito pela oh pa.

Ler o resto >>

sexta-feira, maio 09, 2008

Conversas II

Estava a ler "O que confessamos aos amigos", quando me surgiu a questão de o que confessamos a nós próprios. Não sei se muito mais... Acho que se torna mais fácil confessar algo a alguém do que o assumirmos perante a nossa pessoa. Porque sejamos sinceros: a nossa consciência pode pesar-nos toda uma vida, enquanto que a dos nossos amigos nos vai parecer bem mais leve... especialmente se deixarmos de nos dar com eles após a confissão.

Não quero com isto dizer que nos descartamos da imoralidade para cima de um melhor amigo e depois o abandonamos. Nada disso. E estou confiante de que existem de facto melhores amigos que não se permitem a um descarte tão frio... Mas uma confissão acaba sempre por mudar uma relação, qualquer que seja a natureza desta. E do que tenho visto, não demora muito até passarmos de um abrir de coração total e expormos os nossos piores pecados, até ao evitarmos o mais possível o detentor dessa honra. Porque tal como aconteceu com o Dorian Gray, é muito mas muito difícil olharmos para o pior de nós...

Sendo assim, desnudamo-nos perante um amigo, porque não aguentamos mais o peso da confissão e o queremos partilhar, ou porque desejamos no íntimo que a confissão limpe o pecado (ou pelo menos o esbata...) Se queremos ser castigados por alguém porque não nos conseguimos castigar a nós próprios ou se queremos ser expiados por alguém porque não o conseguimos fazer... a diferença também não é muita se é que existe. O resultado normalmente acaba por ser o mesmo: momentos de intimidade extrema, seguidos de um afastamento gradual, até acabarmos por deixar de falar com o nosso confessor. Por vergonha, rancor, arrependimento, porque deixámos de nos importar ou porque o continuamos a fazer... Não interessa. As confissões são sempre muitas e é impossível guardá-las só para nós. Até porque os monólogos interiores raramente têm ligação à realidade: acabam por perder a sua essência e transformam-se inevitavelmente em outra coisa qualquer. Como confessar o que quer que seja nestas condições? Como é que admitimos o nosso pior a nós próprios? Não vamos sempre acabar por nos arranjar desculpas? Penso que nisto somos o nosso melhor amigo. Ouçam o que vos digo: se querem uma confissão válida, arranjem alguém que vos queira ouvir, porque nós nunca queremos...
Texto escrito pela oh pa.

Ler o resto >>

sábado, maio 03, 2008

Conversas

Lembrei-me agora de uma coisa, enquanto estava aqui sentada. Lembrei-me de ti. Lembrei-me da primeira vez que te vi e lembrei-me da última. Lembro-me que ambas me doeram. Dores diferentes, penso eu. Mas também não tenho a certeza. É complicado distinguir as nossas dores. Bastante mais fácil falar sobre as dos outros.

Uma dor suave, muito suave, como que uma lembrança antiga. Isto no primeiro olhar.

Um choro intenso, sem paragens, sem fim possível. Este na última vez que te vou ver. Porque eu sei que vai ser a última. Sei-o porque o vi na tua face enquanto viravas as costas. Sei-o porque o senti no teu beijo. Sei-o porque, no fundo, sou eu que me estou a ir embora. Para onde ou porquê... isso já não o sei... Mas também não me parece importante agora, enquanto estou aqui sentada a lembrar-me. Apenas tu importas.


Texto escrito pela oh pa.

Ler o resto >>
A afectar a blogosfera desde 1 de Maio de 2005. afectado@gmail.com

  ©Template by Dicas Blogger

TOPO